Curitiba é exemplo mundial em soluções de urbanismo, educação e meio ambiente. São mais de 30 parques e bosques com completa infra-estrutura para recreação e prática de esportes.
Cidade de cultura eclética e fortemente influenciada por imigrantes italianos, alemães, poloneses e ucranianos, dos quais descende a maioria da população. Esse fato é logo percebido por quem chega e nota a arquitetura, a gastronomia e os costumes locais.
Natal de Luz
Evento que conta com apresentações de corais, concursos de presépios e residências decoradas abertas à visitação em dezembro. Existe um ônibus exclusivo que percorre as principais atrações. Quando o assunto é gastronomia, a cidade é fortemente influenciada por imigrantes italianos, alemães, poloneses e ucranianos, dos quais descende a maioria da população. As opções de restaurantes não podiam deixar de ser bem variadas e nem de atender aos paladares mais exigentes. Quanto às opções de hotéis, a cidade também é muito bem servida, possuindo desde opções mais baratas e aconchegantes até sofisticados hotéis de luxo.
Atrações
Jardim Botânico
Marca registrada de Curitiba e criado à imagem dos jardins franceses, estende seu tapete de flores aos visitantes logo na entrada. A estufa, em estrutura metálica, abriga espécies botânicas que são referência nacional, além de uma fonte d’água. A mata nativa está ponteada de trilhas para percursos a pé. O Museu Botânico atrai pesquisadores de todo o mundo.
Bosque Alemão
O bosque possui vários equipamentos que celebram e divulgam as tradições alemãs. São 38 mil metros quadrados de mata nativa, que faziam parte da antiga chácara da família Schaffer.
Parque Barigüi
Com 1,4 milhão de metros quadrados de área, é um dos maiores parques da cidade e, seguramente, o mais freqüentado. Não são apenas os moradores da cidade e os turistas que procuram descanso no parque. Preás, socós, garças brancas, gambás, tico-ticos, sabiás e dezenas de outros animais nativos fazem do Barigüi a sua morada. Dentre os equipamentos que o Parque possui, constam: churrasqueiras, quiosques, pistas de bicicross e aeromodelismo, canchas poliesportivas, equipamentos para ginástica, estacionamento, restaurante, parque de diversões, Museu do Automóvel, Parque de Exposições e Centro de Convenções, Estação Maria Fumaça e a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Parque da Barreirinha
Considerado o mais belo parque da cidade, lá se pode apreciar araucárias, aroeiras, canelas, bracatingas, pés de erva-mate e outras espécies nativas. Sua área verde, que serve como importante regulador da qualidade do ar da região, é utilizada por estudantes e professores universitários em aulas práticas de Botânica.
Bosque Gutierrez / Memorial Chico Mendes / Teatro de Bonecos
No bosque foi implantado, em 22 de março de 1989, o Memorial Chico Mendes, em homenagem ao líder seringueiro amazônico, morto em Xapuri, Acre. São 18 mil metros quadrados de área verde, com trilhas e uma fonte natural que fornece 1.350 litros de água mineral por hora. Contém a Escola Amazônica e o Teatro de Bonecos Dadá.
Bosque do Papa
Memorial da imigração polonesa, inaugurado em 13 de dezembro de 1980, no rastro da visita do Papa João Paulo II a Curitiba, em julho anterior. Sua área, de 46.337 metros quadrados, fez parte da desapropriação que envolveu a antiga fábrica de velas Estearina. As sete casas de troncos que compõem o memorial são lembrança viva da fé e da luta dos imigrantes poloneses, com objetos como a velha carroça, a pipa de azedar repolho e a estampa da padroeira, a Virgem Negra de Czestochowa.
Bosque de Portugal
Homenagem aos laços luso-brasileiros, este espaço destaca-se por uma trilha, acompanhando um pequeno riacho, na qual encontram-se, estampados em azulejos, trechos de poetas ilustres da língua portuguesa, além de uma homenagem aos grandes navegantes lusitanos e às suas descobertas.
Farol do Saber / Farol da Cidade
Bibliotecas municipais, situadas em escolas ou logradouros públicos, com acervo referencial de cinco mil livros inspiradas em dois marcos da Antigüidade: a biblioteca e o farol de Alexandria. A construção modular, em estrutura metálica, tem 17 metros de altura e 98 metros quadrados de área construída. Sua divisão interna é simples: o andar térreo - onde estão os livros -, um mezanino e uma escada em caracol, que conduz ao topo da torre, onde fica uma guarita, coberta por abóbada metálica e em cima, um galo.
Fonte de Jerusalém
É uma homenagem aos 3.000 anos de Jerusalém. A construção em alvenaria e concreto armado tem 14,5 metros de altura e foi projetada pelo arquiteto Fernando Canalli. No topo estão três anjos de bronze, com aproximadamente 600 quilos cada, esculpidos pela artista plástica Lys Áurea Buzzi e que representam as três principais religiões monoteístas do mundo, que crêem na existência de anjos e para as quais Jerusalém é uma cidade sagrada: o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo.
Fonte da Memória
De autoria de Ricardo Tod, a cabeça de cavalo em bronze que caracteriza a fonte homenageia os antigos colonos imigrantes, que com suas carroças vinham desde suas chácaras nos arrabaldes da cidade para vender seus produtos hortifrutigranjeiros no centro.
Fonte Maria Lata D’Água
Localizada nas proximidades do Museu Paranaense, em meio ao casario histórico, foi inaugurada em 15 de maio de 1996. Estruturada em concreto, ocupa área de aproximadamente 36 metros quadrados e possui um espelho d’água de 60 centímetros de profundidade. O grande destaque da fonte é uma reprodução da escultura “Água pro Morro”, datada de início dos anos 1940, de autoria de Erbo Stenzel, um dos mais importantes artistas plásticos do Paraná.
Memorial Árabe
Homenageando a cultura do Oriente Médio, funciona como biblioteca especializada. O prédio lembra o estilo arquitetônico das edificações mouriscas por elementos como a abóbada, as colunas, os arcos e os vitrais. Com pouco mais de 140 metros quadrados de área construída, o Memorial tem o formato de um cubo e está colocado sobre um espelho d’água. No interior da construção, sobre um pedestal de mármore, está a escultura representativa do escritor Gibran Kalil Gibran.
Memorial de Curitiba
Um espaço para a arte e o folclore, a informação e a memória, o passado e o futuro. Construído num terreno irregular, seu projeto arquitetônico permite a criação de espaços e instalações funcionais e criativas. Sua cúpula, em forma de pintura, evidencia o papel de sementeira cultural da obra.
Fonte Mocinhas da Cidade
Situada no cruzamento da Rua Cruz Machado e Alameda Cabral, homenageia o casal e dupla caipira Nhô Belarmino e Nhá Gabriela. Com desenho de Fernando Canalli, possui colunas com pinhões nos capitéis que emolduram quadros de azulejos que mostram os versos da música “Mocinhas da Cidade”, imortalizada pela dupla e gravada pela primeira vez no início dos anos 1950.
Bosque Capão da Imbuia / Museu de História Natural
Com exposição interna de dioramas, animais taxidermizados e vegetais desidratados. Na área externa está o “Caminho das Araucárias”, um bosque remanescente de Floresta Araucária, onde uma passarela elevada percorre uma trilha com 400 metros de comprimento, com 12 vitrines e painéis que mostram as inter-relações dos elementos naturais encontrados na Floresta Araucária e também os vários produtos desta formação vegetal, obtidos e utilizados pelo homem.
Ópera de Arame / Parque das Pedreiras
É um dos símbolos emblemáticos de Curitiba, com estrutura tubular e teto transparente de grande beleza. Inaugurada em 1992, acolhe todo tipo de espetáculo, entre lagos, vegetação típica e cascatas, numa paisagem singular. A Ópera faz parte do Parque das Pedreiras juntamente com o Espaço Cultural Paulo Leminski, cenário da encenação da Paixão de Cristo e de outros grandes eventos desde 1989, e pode abrigar, ao ar livre, 10 mil pessoas sentadas ou 50 mil em pé.
Ordem Rosacruz
A Grande Loja do Brasil da Ordem Rosacruz implantada em 1956 no Rio de Janeiro foi transferida para Curitiba em 1960. O templo faz parte de um conjunto arquitetônico de seis edifícios em estilo egípcio em homenagem aos seus primeiros membros que se reuniam nas câmaras secretas da grande pirâmide. Nos outros edifícios funcionam a administração geral, o auditório H. Spencer Lewis, um memorial com pirâmide e a Loja Curitiba, onde funcionam a biblioteca e o museu com reproduções de peças egípcias de várias dinastias, inclusive papiros e múmias.
Parque Iguaçu / Zoológico
É o maior parque urbano do Brasil, com seus 8 milhões de metros quadrados.
Equipado com estacionamentos, quiosques, bar e lanchonete, o parque oferece várias atrações, divididas em sete setores diferentes: esportivo, náutico, pesqueiro, bosques naturais, pomares públicos, santuários ecológicos e zoológico. Neste, pode-se ver mais de mil animais de 80 espécies: aves naturais de toda a América do Sul, répteis e mamíferos das mais variadas origens, preservados num ambiente mais próximo possível de seu habitat natural.
Parque do Passaúna
Seus 6,5 milhões de metros quadrados estão dentro da Bacia do Passaúna, a oeste de Curitiba. Quase 3,5 milhões de metros quadrados são do lago criado pela represa da Estação de Abastecimento de Água. Muita natureza que se pode olhar de cima do mirante, onde uma vista panorâmica surpreende pela grandiosidade e beleza. Trilhas ecológicas e a Estação Biológica, que já foi uma antiga olaria, valem ser visitadas.
Parque Tanguá
Inaugurado em novembro de 1996, possui uma área total de 450 mil metros quadrados. Destacam-se, no parque duas pedreiras unidas por um túnel de 45 metros de extensão, que pode ser atravessado a pé, por uma passarela sobre a água.
Parque Tingüi
Parte do maior parque ambiental linear do País, implantado às margens do rio Barigüi, recorda os indígenas que ali habitavam, através da estátua do Cacique Tindiqüera. Abriga também o Memorial Ucraniano, homenagem aos imigrantes, na forma de réplica de uma igreja ortodoxa, originalmente construída no interior do Estado do Paraná, a qual abriga exposição de pêssankas e ícones.
Passeio Público
Já se chamou Jardim Botânico. Primeiro parque público de Curitiba, foi inaugurado pelo presidente da Província do Paraná, Alfredo d’Escragnolle Taunay, em 2 de maio de 1886. Foi a primeira grande obra de saneamento da cidade, transformando um charco num espaço de lazer, com lagos, pontes e ilhas em meio ao verde. Zoológico pioneiro de Curitiba, abriga até hoje pequenos animais. Seu portão é cópia do que existiu no Cemitério de Cães de Paris.
Praça do Japão
Homenagem aos filhos do “Sol Nascente” que ali se radicaram dedicando-se à agricultura. Existem espalhadas pela praça 30 cerejeiras enviadas do Japão pelo império nipônico e lagos artificiais nos moldes japoneses. Em 1993, foram construídos o Portal Japonês, a Casa da Cultura e a Casa de Chá. Fica na Avenida Sete de Setembro, junção com Avenida Rep.
Praça Tiradentes
É a principal de Curitiba, dominada pela Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz, centenária em 1993. Nessa região, em 29 de março de 1693, foi fundada Curitiba. Antigamente conhecida como Largo da Matriz, a praça é o marco zero da cidade. Em 1880, em função da visita do Imperador D. Pedro II ao Paraná, o Largo passou a se chamar D. Pedro II. Nove anos mais tarde, na República, recebeu o nome atual de Praça Tiradentes.
Bosque Reinhard Maack
Inaugurado em 1989, o bosque é uma homenagem da cidade ao geólogo e pesquisador alemão radicado no Paraná, cujo trabalho em muito contribuiu para a preservação do meio ambiente no Estado. O Bosque possui uma área de mata remanescente de araucária, com espécies únicas em toda a região; uma trilha de aventura com brinquedos educativos e ecológicos para crianças; equipamentos para recreação; e casa de educação ambiental.
Rua 24 Horas
A Rua que não dorme é a síntese da cidade que também não dorme. Tem 120 metros de extensão e 12 metros de largura. É formada por 32 arcos em estrutura metálica tubular, marca da moderna arquitetura curitibana. Abriga 34 lojas eternamente abertas, do sanduíche da madrugada ao saque bancário, da farmácia ao florista, da leitura ao leite das crianças. Grande ponto de encontro de turistas e curitibanos que buscam lazer, diversão, boêmia e boas opções gastronômicas. Na Rua 24 horas também é possível ter acesso à Internet, gratuitamente, dia e noite.
Ruínas da São Francisco
Espaço cercado de lendas, na Praça João Cândido. As ruínas são de pedra, do que deveria ter sido a igreja de São Francisco de Paula, nunca concluída. Em 1811 ficaram prontas a capela-mor e a sacristia, mas em 1860 as pedras que finalizariam a construção foram usadas na conclusão da torre da antiga Matriz, atual Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz. Histórias de túneis e piratas povoam o local, hoje dotado de espaços de comércio e lazer, palco e arquibancada, formando as “Arcadas das Ruínas”.
Santa Felicidade
Bairro onde se estabeleceram alguns dos primeiros imigrantes italianos chegados ao Paraná, onde se dedicaram à produção de hortigranjeiros, à plantação de ervas, ao fabrico de vinho e queijo e ao trançado de vime. Quase em frente à igreja está situado o cemitério, com seu inédito panteão constituído por 18 capelas em estilo neoclássico e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico. Merece destaque pela sua arquitetura a Casa dos Gerânios, a Casa dos Painéis, Casa das Arcadas e Casa Culpi. A grande atração de Santa Felicidade é a de ser o bairro gastronômico de Curitiba, com grande número de restaurantes que oferecem comida típica e vinho da colônia. Existem ainda vinícolas e cantinas de vinho, lojas de artesanato e móveis de vime.
Setor Histórico
Conjunto das mais antigas edificações da cidade. Entre essas construções estão a Casa Romário Martins, do século XVIII e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, de 1737, além dos exemplares arquitetônicos de inspiração alemã, datados da segunda metade do século XIX. Nas manhãs de domingo, as velhas pedras do Largo da Ordem e o calçadão de acesso à Praça Garibaldi, com a Igreja do Rosário, o Relógio das Flores, a Fonte da Memória e a Società Giuseppe Garibaldi, formam o cenário da Feira de Artesanato, animado ponto de encontro com música ao vivo.
Teatro Guaíra
Memória viva da cultura multifacetada dos curitibanos, é um dos maiores teatros da América Latina. Já foi Theatro São Theodoro, inaugurado em 1884 na Rua Dr. Muricy e rebatizado, em 1900, como Teatro Guaíra. Foi demolido em 1930 e sua reconstrução, em 1952, já no local atual, foi ligada às comemorações do Centenário da Emancipação Política do Paraná (19 de dezembro de 1953). Só ficou pronto na década de 1970. Tem três auditórios, o maior deles com 2.173 lugares.
Teatro Paiol
Símbolo da mudança cultural da Curitiba dos anos 1970, inaugurou o processo de reciclagem de uso das edificações de valor para a memória coletiva da cidade. Construído em 1906, o velho paiol de pólvora foi restaurado e reciclado na década de 1970 deste século, transformando-se em teatro de arena. Sua inauguração, em 27 de dezembro de 1971, teve batismo a cargo do poeta Vinícius de Moraes, com uísque e com a música especialmente composta para a ocasião, “Paiol de Pólvora”. Do show inaugural participaram, além do “poetinha”, Toquinho e Marília Medalha.
Torre das Mercês
Está no ponto mais alto de Curitiba, permitindo uma visão da cidade em 360 graus, de uma altura de 95 metros. É administrada em conjunto pela Telepar e pela Prefeitura de Curitiba, que ali promove sessões de vídeo e fornece orientação turística. Abriga também o Museu do Telefone.
Parque dos Tropeiros
Aqui, preserva-se a cultura gauchesca trazida pelos tropeiros que passavam próximo a Curitiba, conduzindo as tropas rumo à Feira de Sorocaba, e que deram origem a várias cidades do Estado. O parque é equipado com instalações apropriadas à realização de rodeios e apresentações de danças típicas.