Mais que um Monumento, um verdadeiro tesouro Nacional. Essa é a opinião de quem visita Pirenópolis (GO), localizada a 128 quilômetros de Goiânia e 165 quilômetros de Brasília.
Além das belezas naturais, a cidade de Pirenópolis ainda conta com verdadeiras jóias arquitetônicas do Barroco, fruto da opulência dos ciclos do ouro e do diamante (Séc. XVIII)... às vezes parece que estamos em Parati ou Ouro Preto.
Com grande vocação também para a badalação, Pirenópolis ficou conhecida como "a Petrópolis do Cerrado", devido a grande quantidade de turistas de Goiânia e da Capital Federal.
Na década de 70 Pirenópolis foi 'descoberta' pelos hippies, que ocupavam seus casarões e faziam artesanato para sobreviver.
Cavalhada em Pirenópolis: Para preparar a encenação medieval que recria a luta entre cristãos e mouros nas Cruzadas - e que é parte da mais bonita Festa do Divino do Brasil -, a população se mobiliza para fazer as fantasias, os cavaleiros ensaiam e milhares de locais e turistas se reúnem ao ar livre para os três dias de festa, 45 dias depois da Páscoa. A novidade (polêmica) é que a comemoração começou a ser feita na Arena das Cavalhadas - carinhosamente, Cavalhódromo -, recém construída com cimento para substituir a estrutura de madeira e tecido feita tradicionalmente pela população. A infra-estrutura turística pode ter melhorado, mas talvez às custas de uma certa perda de autenticidade. De um jeito ou de outro, Pirenópolis segue atraente pelo casario colonial preservado, pelas casas branquinhas com janelas coloridas, pelas cachoeiras da Serra dos Pireneus (Cachoeira do Lázaro). E queridinha dos brasilienses. Na sutil rivalidade com a "vizinha Goiás, a 198 quilômetros, ela ganha entre os jovens, que lotam os bares da rua do Rosário nos fins de semana, mas não deixam de ver a beleza histórica da Igreja Matriz do Rosário, de 1728, erguida por escravos e a mais antiga do estado, ou do Theatro de Pyrenópolis (rua Com. Joaquim Alves), de 1899, ainda com desenhos e estruturas originais.